Projeto tem a assinatura do C2 Arquitetos, comandado por Cristina Mioranza .

Se a pandemia obrigou as empresas a se reinventarem, também fez com que outras áreas, já acostumadas a exercitar a criatividade, ousassem ainda mais, tendo em vista as necessidades do mundo pós-covid19. Foi o que fez a C2 Arquitetos ao compor a mostra virtual para o espaço coworking do MedPlex Eixo Norte, um moderno complexo voltado à saúde localizado na zona norte da capital gaúcha. O escritório de Caxias do Sul foi responsável por ambientar essa área de 220m², cujos principais espaços são as nove salas de atendimento e as oito mesas para coworking.

Para conceber a área de trabalho compartilhado, a equipe da C2 pensou de forma a integrá-la visualmente. “Um coworking não pode mais ser como era. Então, fizemos um ambiente visualmente compartilhado, mas com elementos para não permitir o contato físico, no caso, divisórias shields, e assim manter o distanciamento social. Até no café, único espaço de confraternização, as mesas são mais espaçadas”, pontua a arquiteta chefe do escritório, Cristina Mioranza.

As mesas de coworking, espalhadas numa área de 14,30m², ganharam destaque no projeto tanto pela cor, identificando o espaço e dando fluidez à circulação, quanto pela funcionalidade. “Este espaço é multiuso, proporciona ao usuário privacidade e ao mesmo tempo integração com os ambientes, sem perder sua individualidade, com elementos marcantes que setorizam cada um de forma clara”, continua a arquiteta.

Nos espaços de atendimento individualizados, voltados a diversas especialidades médicas, foram utilizados materiais sólidos para melhor assepsia. Essa concepção seguiu por todo o projeto. Assim, superfícies porosas, como madeira natural, foram dispensadas – a opção foram as melaminas. Pelo mesmo motivo, algumas bancadas receberam vidro, enquanto outras ganharam Dekton, como nos guichês de atendimento.

No projeto, que também contempla recepção, living, café, copa e lockers, os tons beges, brancos e verdes predominam. “Optamos por ambientes mais limpos, mas humanizados, criando um espaço mais hospitaleiro do que hospitalar”, comenta a arquiteta.

A iluminação procurou a eficiência energética do LED, tendo como destaque a luz em tela tensionada na recepção e os perfis embutidos para, além de iluminar, direcionar os usuários no espaço. No mobiliário solto, ícones do design para dar um ar contemporâneo. “Buscamos um ambiente mais clean, com elegância sem luxo exacerbado, um coworking confortável e descolado, para estimular uma relação com o cliente mais humana”, comenta Cristina.

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